Após 11 anos, Barretos não registra falta d’água nem decreto de racionamento

Ao longo de sua história, a Estância Turística de Barretos enfrentou diferentes períodos de estiagem que levaram as administrações municipais a decretarem situação de emergência, racionamento ou medidas de controle e economia de água. Desde 2014, pelo menos seis decretos — com duração variando de 30 a 180 dias — foram publicados, sendo três na gestão do ex-prefeito Guilherme de Ávila e outros três durante o governo da prefeita Paula Lemos.

Somente em 2024, a estiagem prolongada resultou em 1.088 notificações e 154 imóveis multados, somando R$ 54,4 mil em penalidades. Em 2025, porém, o cenário mudou. Pela primeira vez em 11 anos, Barretos não precisou decretar racionamento nem enfrentou problemas de abastecimento de água.

Segundo a atual administração, a estabilidade é resultado de medidas preventivas, como o desassoreamento do Córrego Pitangueiras, a limpeza de lagoas e a inauguração da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Rio das Pedras, que ampliou a capacidade de fornecimento para a população.

“Cumprimos nosso compromisso de campanha de resolver o problema da falta de água em Barretos. Com certeza a cidade vive um novo momento e estamos felizes de entregar água de qualidade para as pessoas”, destacou o prefeito Odair Silva.

Defensoria

Em outubro de 2024, o juiz Ricardo Truite Alves coordenou audiência de conciliação ajuizada pela Defensoria Pública em face do SAAE e da Prefeitura, em razão da crise no fornecimento de água. Estiveram presentes a então prefeita Paula Lemos, o prefeito eleito Odair Silva e o defensor público Fábio Esposto.

Após ouvir as partes, o magistrado consolidou um conjunto de medidas acordadas entre município e SAAE: conclusão da obra do Córrego das Pedras; instalação de resfriador no poço do Unifeb; desassoreamento dos córregos do Capim, de Pitangueiras e da Região dos Lagos; além da elaboração de um projeto para ampliar a captação total de água.