O Hospital Nossa Senhora, que abriga o Anexo A da Santa Casa de Misericórdia de Barretos, referência regional em cirurgias cardíacas, foi palco, no último fim de semana, dias 19 e 20 de julho, da Jornada do Paciente Transplantado e o Papel da Equipe Médica e Multidisciplinar, iniciativa voltada a profissionais da saúde, promovida pelo Instituto Deixe Vivo em parceria com o Hospital de Amor.
O encontro teve como principal objetivo oferecer espaço de aprendizado e escuta, promovendo reflexões sobre o cuidado com pacientes transplantados, além de fortalecer práticas de acolhimento e empatia no ambiente hospitalar. Médicos, enfermeiros, psicólogos, técnicos e demais profissionais tanto da Santa Casa quanto do Hospital de Amor, que atuam no transplante de órgãos, participaram ativamente de oficinas, rodas de conversa e vivências que abordaram tanto aspectos técnicos quanto emocionais da jornada de quem recebe um órgão.
Entre os destaques da programação, esteve o workshop de Comunicação Não Violenta (CNV), com foco no desenvolvimento de habilidades para uma escuta mais sensível e um diálogo mais empático com pacientes, familiares e colegas de equipe. A prática da CNV foi apresentada como ferramenta essencial para reduzir conflitos e construir vínculos mais sólidos no ambiente de cuidado.
Outro momento marcante foi a roda de conversa intitulada “Escutar além do ouvir”, na qual profissionais puderam compartilhar desafios e emoções vivenciadas ao acompanhar pacientes transplantados. Em seguida, o espaço “Escuta ativa: o pós-transplante que às vezes não se vê” proporcionou um encontro potente entre profissionais e pessoas transplantadas, que compartilharam experiências pessoais, dificuldades emocionais e barreiras invisíveis que enfrentam na rotina pós-cirúrgica. A troca direta permitiu que as equipes refletissem sobre a importância de enxergar o paciente em sua totalidade.
A programação incluiu ainda o encontro “Vivendo dos dois lados: o desafio de ser profissional da saúde e paciente”, em que participantes relataram como suas vivências como pacientes impactaram e transformaram seu modo de cuidar do outro.
A jornada foi considerada um sucesso pelos organizadores e participantes, por contribuir com a formação de profissionais mais preparados para lidar com as complexidades emocionais e sociais da vida pós-transplante, sempre com foco na humanização e no acolhimento.

